Projetos de telemetria e IA aplicada não terminam na entrega do sistema. Para garantir resultado sustentado, muitas vezes faz sentido contar com uma Operação Gerenciada: um time que acompanha KPIs, eventos e saúde da plataforma no dia a dia.
1) O que é uma Operação Gerenciada na prática
- NOC leve: monitoramento de conectividade, filas, latência e falhas críticas.
- SRE: automação de rotinas, ajustes de capacidade, melhoria contínua de confiabilidade.
- Suporte de negócio: olhar para KPIs operacionais e sugerir ajustes de processo.
- Relatórios mensais: consolidam disponibilidade, incidentes, alarmes e oportunidades.
2) Quando faz sentido terceirizar a operação
Alguns sinais de que uma operação gerenciada pode ser o melhor caminho:
- Time interno já sobrecarregado com sistemas legados e demandas de negócio.
- Necessidade de SLAs claros (ex.: incidentes críticos respondidos em X minutos).
- Ambiente com múltiplos sites/clientes e alto volume de dados.
- Projeto em fase de escala, onde ajustes finos são constantes.
3) SLAs e modelo de trabalho
Uma operação gerenciada saudável é ancorada em SLAs objetivos, por exemplo:
- Tempo máximo para reconhecimento de incidentes críticos.
- Tempo máximo para implementação de correções de alta prioridade.
- Janela de atualização planejada e comunicada com antecedência.
Além disso, é comum trabalhar com rituais como comitês de acompanhamento mensais e roadmap contínuo de melhorias.
4) O que permanece com o cliente
Mesmo com operação gerenciada, o cliente continua sendo o dono:
- Das decisões de negócio derivadas dos dados.
- Da priorização de melhorias (o que entra primeiro no roadmap).
- Da governança sobre dados sensíveis e acesso.
Quando bem estruturada, a operação gerenciada funciona como uma extensão do time interno, permitindo que o cliente foque em estratégia e operação enquanto especialistas cuidam do “como” manter tudo funcionando.