Operar caminhões-tanque de combustível aeronáutico exige rastreabilidade total, comunicação rápida entre campo e coordenação e aderência a regras rígidas de segurança. Neste case de referência, mostramos como uma arquitetura PLC → MQTT → Cloud transformou um processo com baixa visibilidade em uma operação rastreável em tempo quase real.
1) Cenário inicial
- Eventos de abastecimento registrados parcialmente em papel ou sistemas isolados.
- Dificuldade para reconstruir a linha do tempo em caso de auditoria ou incidente.
- Pouca visibilidade em tempo real de status dos caminhões e volumes movimentados.
2) Arquitetura proposta
- PLC Logo! 8 no caminhão, lendo sensores de nível, válvulas, bombas e intertravamentos de segurança.
- Gateway embarcado conectando o PLC à nuvem via MQTT, com store & forward durante períodos sem sinal.
- Broker MQTT com TLS e ACL por caminhão/site.
- Backend recebendo eventos, consolidando dados e persistindo histórico.
- Dashboards com status em tempo quase real, tendenciais e relatórios por voo/cliente.
3) Eventos e tópicos
Os tópicos foram padronizados para permitir filtros e ACL simples:
prod/org/<operador>/cta/<veiculo>/process/stateprod/org/<operador>/cta/<veiculo>/process/volume_lprod/org/<operador>/cta/<veiculo>/events/start_refuelprod/org/<operador>/cta/<veiculo>/events/end_refuelprod/org/<operador>/cta/gateway/status(LWT, retido)
Cada mensagem trazia ts (epoch ms), value e, quando aplicável, metadados de voo/cliente correlacionados via backend.
4) Resultados observados
- Rastreabilidade 100% dos eventos de abastecimento por veículo e por voo.
- Capacidade de reconstruir a sequência de eventos em minutos em caso de auditoria.
- Alertas em tempo quase real em desvios de procedimento previamente mapeados.
- Base objetiva para indicadores de produtividade e utilização de frota.
5) Lições aprendidas
- Começar por um único site ou frota reduzida antes de escalar para toda a operação.
- Investir tempo em catálogo de eventos e mensagens antes de codar.
- Testar cenários de falha (queda de sinal, perda de energia, reinício do gateway) na fase de piloto.
Mais do que tecnologia, o case mostra que o valor vem de combinar telemetria bem desenhada com rotinas claras de operação — o tipo de projeto que começa enxuto e, quando bem-sucedido, vira rotina padrão da operação.